
Um novo estudo aprofundado do complexo de galáxias M81, liderado por Jenny Wagner, refinou as medições da constante de Hubble (H0) e da massa total do grupo, utilizando distâncias baseadas na técnica TRGB para 58 galáxias. Os resultados, H0 = (63 ± 6) km/s/Mpc e uma massa de (2.28 ± 0.49) × 10^12 massas solares, alinham-se com as medições do satélite Planck, contribuindo para o debate da tensão de Hubble. A pesquisa também confirma a distribuição planar das galáxias satélites, conectando o grupo à estrutura filamentar em larga escala do universo local.

Astrônomos observaram o desaparecimento de uma supergigante amarela na Galáxia de Andrômeda, M31-2014-DS1, confirmando a formação de um buraco negro estelar através de um colapso falho. Dados do JWST e Chandra revelam um remanescente em desvanecimento com ejeção mínima de massa e um buraco negro central alimentado por acreção ineficiente. Esta é a evidência mais detalhada de um buraco negro nascendo de uma morte estelar silenciosa.

Um eclipse lunar total, conhecido como "Lua de Sangue", encantou bilhões de pessoas ao redor do mundo, sendo o último visível até 2028-2029. Este fenômeno ocorre quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, tingindo nosso satélite de vermelho devido à refração da luz solar pela atmosfera terrestre. O evento, seguro para observação a olho nu, é um lembrete da dança cósmica e da acessibilidade da astronomia, unindo ciência, história e a admiração humana pelo universo.

Astrônomos anunciam a descoberta de TIC-65910228 b (NGTS-38 b), um super-Júpiter com quase cinco vezes a massa de Júpiter, orbitando uma estrela brilhante em 180 dias, uma órbita excepcionalmente longa para um planeta transitante. Este "Júpiter morno" e sua órbita excêntrica oferecem pistas cruciais sobre a formação e migração de planetas gigantes, desafiando modelos existentes e abrindo novas portas para a compreensão da diversidade de sistemas planetários. A descoberta, fruto da colaboração entre TESS, NGTS e espectrógrafos de velocidade radial, posiciona NGTS-38 b como um alvo primordial para futuras missões como PLATO, prometendo aprofundar nosso conhecimento sobre alinhamento spin-órbita e a busca por exoluas.

Cientistas confirmaram a existência de cinco imagens da Supernova Winny, um raro evento cósmico onde a luz de uma explosão estelar é multiplicada e distorcida por duas galáxias atuando como lentes gravitacionais. Utilizando o Large Binocular Telescope e óptica adaptativa, a equipe de L. R. Ecker e A. G. Schweinfurth construiu modelos de massa precisos para as galáxias lentes, abrindo caminho para medições cruciais da taxa de expansão do universo e aprofundando nossa compreensão da matéria escura.

Astrônomos detectaram SN 2025wny, a primeira supernova superluminosa fortemente lenteada por uma galáxia, a um redshift de z=2. Este evento raro, apelidado de SN Winny, oferece uma nova e poderosa ferramenta para medir a constante de Hubble e resolver a crescente tensão cosmológica. Suas múltiplas imagens com atrasos de tempo significativos abrem uma janela inédita para a cosmografia de precisão e o estudo da evolução estelar primordial.

A estrela WOH G64, outrora a supergigante vermelha mais extrema da Grande Nuvem de Magalhães, passou por uma dramática e inesperada transformação, tornando-se uma hipergigante amarela. Esta metamorfose, observada em tempo real por astrônomos, sugere que WOH G64 é parte de um sistema binário massivo e simbiótico, cujas interações podem ter desencadeado a mudança. A descoberta oferece insights cruciais sobre o destino das estrelas massivas antes de explodirem como supernovas, ajudando a resolver o mistério da 'supergigante vermelha ausente' e destacando o papel fundamental da binaridade na evolução estelar.