
Uma supertempestade solar em maio de 2024 revelou uma resposta sem precedentes na ionosfera de Marte, com a camada M1 expandindo-se em 278% de seu tamanho típico. Observações fortuitas de ocultação de rádio mútua entre as sondas Mars Express e ExoMars TGO, apenas 10 minutos após uma erupção solar de classe X3, permitiram capturar esse evento raro. A descoberta desafia modelos existentes, sugerindo que o 'endurecimento' do espectro de raios-X desempenha um papel crucial na ionização secundária, com implicações para a compreensão da perda atmosférica marciana e a proteção de futuras missões espaciais.

Um novo estudo revela que a Antártida não é uma massa de gelo homogênea, mas um mosaico de bacias com limiares críticos distintos para a perda de gelo. Algumas regiões da Antártida Ocidental já podem ter ultrapassado seus pontos de inflexão, comprometendo uma perda de gelo de longo prazo, enquanto partes da Antártida Oriental estão em risco com aquecimento moderado. A pesquisa destaca a urgência de reduzir emissões para evitar uma cascata irreversível de derretimento e aumento do nível do mar.