
Uma pesquisa inovadora na revista Nature sugere que os ancestrais arqueais dos eucariotos, as Heimdallarchaeia, já possuíam a capacidade de respirar oxigênio e produzir hidrogênio, desafiando modelos anteriores de eucariogênese. Essa flexibilidade metabólica teria sido crucial para o surgimento da vida complexa em um planeta em oxigenação. A descoberta, baseada em 404 genomas de Asgardarchaeota, redefine o papel do oxigênio na evolução da vida complexa.

Um novo estudo revela que a recuperação da química marinha após o impacto do asteroide Chicxulub, que extinguiu os dinossauros, levou cerca de 700 mil anos nas proximidades da cratera, um período significativamente mais longo do que os 200 mil anos observados globalmente. Essa recuperação prolongada é atribuída à influência de atividade hidrotermal intensa e duradoura na própria cratera, que alterou a composição isotópica do ósmio e enriqueceu o manganês nos sedimentos do Golfo do México. A descoberta redefine nossa compreensão sobre a complexidade da recuperação ambiental pós-cataclismo, destacando o papel crucial das forças geológicas subterrâneas na resiliência dos ecossistemas.