
Cientistas recalcularam a abundância original de alcanos de cadeia longa na lama marciana da Cratera Gale, sugerindo que as concentrações iniciais eram ordens de magnitude maiores do que as detectadas hoje. Essa descoberta desafia explicações abiogênicas convencionais e reabre a possibilidade de uma antiga biosfera marciana ou de complexos processos hidrotermais. A pesquisa destaca a importância da radiólise na degradação de moléculas orgânicas em Marte e impulsiona a busca por biossinaturas no Planeta Vermelho.

Uma nova pesquisa revela como complexas moléculas orgânicas, essenciais para a vida, podem ter sido formadas no disco protoplanetário primordial e transportadas para o sistema de Júpiter. Simulações mostram que partículas em regiões específicas do disco conseguiam carregar esses blocos de construção para a órbita de Júpiter, sugerindo um mecanismo fundamental para a origem dos ingredientes da vida nas luas geladas como Europa e Ganimedes. Este estudo aprofunda nossa compreensão da habitabilidade de mundos distantes e as origens químicas do nosso próprio sistema solar.

O rover Curiosity da NASA descobriu redes de cristas rochosas em Marte, apelidadas de 'teias de aranha', que sugerem a persistência de água subterrânea no planeta por mais tempo do que se imaginava. Essa descoberta tem implicações profundas para a habitabilidade passada de Marte, estendendo a janela de tempo para a possível existência de vida microbiana. A análise detalhada dessas formações está reescrevendo a cronologia da água marciana e direcionando futuras explorações.