
Astrônomos desenvolveram um método inovador para medir a expansão cósmica utilizando uma supernova superluminosa, SN Winny, cuja luz foi multiplicada e atrasada por lentes gravitacionais de duas galáxias distantes. A observação dessas cinco imagens da mesma explosão, que apareceram em diferentes momentos, permite uma medição direta da Constante de Hubble-Lemaître, oferecendo uma nova abordagem para resolver a persistente Tensão de Hubble. Este avanço, detalhado em um estudo aceito para publicação em Astronomy & Astrophysics, pode redefinir nossa compreensão da taxa de expansão do universo e da física cosmológica.

Um novo estudo sugere que o centro da Via Láctea pode não abrigar um buraco negro supermassivo, mas sim uma colossal aglomeração de matéria escura fermiônica. Este modelo alternativo explica tanto a dinâmica das estrelas próximas quanto a rotação da galáxia, e até mesmo a famosa 'sombra de buraco negro' observada pelo Event Horizon Telescope. A pesquisa abre caminho para futuras observações que poderão redefinir nossa compreensão do coração galáctico.

Cientistas, utilizando os telescópios Hubble, Euclid e Subaru, identificaram a CDG-2, o candidato mais forte a galáxia escura até hoje, localizada no Aglomerado de Perseu. Esta galáxia é quase inteiramente composta de matéria escura, com uma população estelar mínima detectada apenas através de um brilho tênue ao redor de quatro aglomerados globulares. A descoberta valida décadas de teorias sobre galáxias escuras e oferece uma nova metodologia para encontrá-las, abrindo caminho para a compreensão da matéria escura e da evolução galáctica.

Uma colaboração internacional utilizando o radiotelescópio LOFAR revelou o mapa rádio mais detalhado do universo, identificando 13,7 milhões de fontes cósmicas e o censo mais completo de buracos negros supermassivos ativos. A pesquisa, LoTSS-DR3, oferece uma visão sem precedentes de fenômenos energéticos, como jatos de buracos negros e formação estelar, e abre novas fronteiras para o estudo de campos magnéticos cósmicos e exoplanetas. Com 18,6 petabytes de dados e anos de processamento, este marco redefine a radioastronomia e pavimenta o caminho para futuras descobertas.

Uma nova pesquisa sugere que os enigmáticos “pontos vermelhos” observados pelo Telescópio Espacial James Webb no universo primordial podem abrigar buracos negros supermassivos nascidos do colapso direto de halos de matéria escura autointerativa. Esta hipótese oferece uma explicação para a formação rápida desses objetos massivos em um tempo cósmico tão exíguo, desafiando as teorias tradicionais baseadas apenas na matéria bariônica. O estudo conecta as propriedades da matéria escura a fenômenos astrofísicos em larga escala, abrindo novas perspectivas para a compreensão da formação de estruturas cósmicas e da natureza da matéria escura.