
Um novo estudo revela que a Lua teve um passado sísmico muito mais ativo do que se imaginava, com tremores lunares rasos desencadeando deslizamentos de terra e quedas de rochas no Vale Taurus-Littrow. Analisando dados da Apollo 17, cientistas estimaram que eventos sísmicos de magnitude 2.9 a 3.3 foram responsáveis por remodelar a superfície lunar há milhões de anos. Esta descoberta redefine nossa compreensão da geologia lunar e destaca potenciais riscos para futuras missões e bases humanas.

Uma nova pesquisa revela que o campo magnético da Lua, um enigma de longa data, era intermitente e forte entre 3,58 e 3,854 bilhões de anos atrás. O estudo estabelece uma ligação causal entre a geração dessa dínamo lunar e a erupção de basaltos ricos em titânio, sugerindo que o derretimento de cumulados de ilmenita no limite núcleo-manto impulsionava tanto o vulcanismo quanto o campo magnético. Essa descoberta reescreve a história geológica e magnética da Lua, oferecendo insights sobre a evolução de corpos planetários menores.

Novas amostras lunares da missão chinesa Chang’e-6, coletadas do lado oculto da Lua, estão desafiando a teoria do Grande Bombardeio Tardio, um evento cataclísmico que teria atingido o Sistema Solar há 3,9 bilhões de anos. A datação de rochas da Bacia de Aitken do Polo Sul em 4,25 bilhões de anos sugere que o pico de impactos pode ter sido um evento mais localizado, reescrevendo a cronologia da infância do Sistema Solar e com implicações para a origem da vida na Terra.