
A estrela WOH G64, outrora a supergigante vermelha mais extrema da Grande Nuvem de Magalhães, passou por uma dramática e inesperada transformação, tornando-se uma hipergigante amarela. Esta metamorfose, observada em tempo real por astrônomos, sugere que WOH G64 é parte de um sistema binário massivo e simbiótico, cujas interações podem ter desencadeado a mudança. A descoberta oferece insights cruciais sobre o destino das estrelas massivas antes de explodirem como supernovas, ajudando a resolver o mistério da 'supergigante vermelha ausente' e destacando o papel fundamental da binaridade na evolução estelar.

A missão Gaia da ESA está revolucionando nossa compreensão da Via Láctea ao mapear dois bilhões de estrelas com precisão sem precedentes. Desde 2014, Gaia realizou trilhões de observações de posições, movimentos, brilho e composição estelar, construindo o mapa tridimensional mais detalhado de nossa galáxia. Esses dados, liberados em etapas, estão permitindo aos cientistas desvendar a origem, estrutura e evolução da Via Láctea, com implicações profundas para a astrofísica.

Astrônomos estão mais perto de encontrar evidências das primeiras estrelas do universo, as Estrelas da População III, graças ao Telescópio Espacial James Webb (JWST). Observações de galáxias distantes revelaram assinaturas químicas incomuns, como um alto teor de nitrogênio, que podem ser a marca dessas estrelas primordiais. Modelos de evolução estelar sugerem que estrelas supermassivas da População III são a única explicação para o excesso de nitrogênio na galáxia GS 3073, abrindo uma nova janela para o alvorecer cósmico.