
Uma profunda pesquisa no Centro Galáctico, utilizando o Green Bank Telescope, não encontrou novos pulsares, aprofundando o mistério da sua ausência nesta região densa. Liderado por Karen I. Perez, o estudo do Breakthrough Listen buscou pulsares canônicos e de milissegundos em frequências altas para mitigar o espalhamento, identificando um promissor candidato a pulsar de milissegundos que, contudo, não pôde ser confirmado em observações subsequentes. A descoberta reforça a ideia de que o forte espalhamento e a dinâmica orbital extrema obscurecem os sinais, destacando a necessidade de novas abordagens para desvendar os segredos gravitacionais do coração da Via Láctea.

Um novo estudo revolucionário, liderado por Enrique Lopez-Rodriguez e sua equipe, utilizou o ALMA para mapear os campos magnéticos no coração de Arp 220, a galáxia infravermelha ultraluminosa mais próxima. Pela primeira vez, foram detectados campos magnéticos em miligauss nos escoamentos moleculares e uma ponte magnética conectando os dois núcleos em fusão, revelando o papel crucial dessas forças invisíveis na evolução galáctica e no transporte de matéria para o meio circumgaláctico. Esta descoberta não só aprofunda nossa compreensão sobre as fusões galácticas, mas também abre novas fronteiras na astrofísica polarimétrica.