
Uma nova pesquisa, utilizando dados da missão Gaia, revelou que o Sol e muitas de suas "gêmeas estelares" provavelmente migraram por longas distâncias dentro da Via Láctea. A descoberta de um grande número de gêmeas solares antigas na vizinhança solar desafia modelos anteriores e sugere que a formação da barra galáctica pode ter impulsionado essa migração, reescrevendo a história da nossa estrela e da galáxia.

Astrônomos liderados por R. Brent Tully descobriram Ho’oleilana, uma vasta estrutura esférica de galáxias com 500 milhões de anos-luz de diâmetro, identificada como uma Oscilação Acústica Bariônica (BAO) individual. Essa descoberta desafia a crença anterior de que BAOs seriam apenas sinais estatísticos, oferecendo uma nova régua cósmica para medir a taxa de expansão do universo. Ho’oleilana, um eco fóssil do universo primordial, sugere um valor mais alto para a constante de Hubble, intensificando o debate sobre a “tensão de Hubble” e abrindo novas perspectivas para a cosmologia.

Astrônomos identificaram o CDG-2, uma galáxia quase invisível no aglomerado de Perseu, que pode ser 99% matéria escura. Detectada por seus aglomerados globulares com Hubble, Euclid e Subaru, esta descoberta desafia nossa compreensão da formação galáctica e oferece uma janela única para estudar a matéria escura. A galáxia, com luminosidade equivalente a 6 milhões de sóis, teve seu gás formador de estrelas provavelmente arrancado por interações gravitacionais.

O Telescópio Espacial James Webb (JWST) revelou a composição química detalhada de um disco de detritos planetários em torno da anã branca GD 362, um remanescente de um sistema planetário desfeito. A análise espectroscópica identificou silicatos como olivina e piroxênio, além de carbono, com abundâncias elementares notavelmente semelhantes às de meteoritos primitivos do nosso Sistema Solar. Embora a anã branca exiba um excesso de hidrogênio em sua atmosfera, o disco de detritos não mostra sinais significativos de água ou outros minerais contendo hidrogênio, levantando questões sobre a origem desse elemento.
Uma equipe internacional de astrônomos descobriu um gigantesco jato de rádio de 26.700 anos-luz emergindo da galáxia espiral barrada NGC 5938, apelidada de “Araish”. Esta descoberta desafia a compreensão de que jatos tão poderosos são quase exclusivos de galáxias elípticas, classificando Araish como um raro DRAGN espiral. O achado, baseado em observações multi-comprimento de onda, sugere uma reavaliação do papel do feedback de buracos negros supermassivos na evolução das galáxias espirais.